Associação de Pais da EB1 de Monte Largo dá nova vida à escola e torna-se exemplo de cidadania em Azurém
Voluntários dedicaram os seus sábados à recuperação dos espaços exteriores da escola, mobilizando famílias, empresas e toda a comunidade escolar para criar um ambiente mais acolhedor para as crianças.
A força do voluntariado e o espírito de comunidade estão a transformar a Escola Básica de Monte Largo, em Azurém. Durante os meses de junho e julho, famílias, voluntários e empresas locais uniram esforços para recuperar os espaços exteriores da escola.
A iniciativa nasceu da vontade da Associação de Pais de proporcionar às crianças um espaço escolar mais cuidado, seguro e acolhedor. Aquilo que começou como uma operação de limpeza rapidamente se transformou num projeto comunitário mais amplo.
Ao longo de vários sábados, pais, familiares e amigos da escola trocaram algumas horas de descanso por pincéis, baldes, materiais de limpeza e trabalho voluntário. O objetivo era simples, mas exigente: devolver cor, dignidade e vida às áreas exteriores frequentadas diariamente pelos alunos.
Uma escola transformada pela própria comunidade. A intervenção envolveu a limpeza e pintura de muros, grades, bancos, bebedouros e dos tradicionais jogos desenhados no pavimento do recreio.
Uma transformação construída aos sábados
Os trabalhos começaram com uma limpeza profunda dos muros e das zonas exteriores. Era necessário preparar as superfícies, retirar a sujidade acumulada e identificar os pontos que precisavam de uma intervenção mais urgente.
Concluída essa primeira fase, os voluntários avançaram para a pintura dos muros, das grades, dos bancos e dos bebedouros. Também os jogos tradicionais pintados no recreio foram recuperados, devolvendo ao espaço uma dimensão mais alegre e apelativa.
A diferença entre o estado inicial e o resultado alcançado tornou-se progressivamente mais evidente. Cada sábado de trabalho acrescentava uma nova camada de cor e reforçava a sensação de que o projeto pertencia verdadeiramente a todos.
Famílias mobilizaram-se em torno da escola
O projeto foi crescendo à medida que os primeiros resultados se tornaram visíveis. Encarregados de educação que inicialmente acompanhavam a iniciativa começaram a oferecer materiais de limpeza, tintas e outros recursos necessários.
Alguns juntaram-se diretamente aos trabalhos. Outros contribuíram com aquilo que tinham disponível. Essa participação espontânea reforçou o espírito de união que marcou todas as fases da intervenção.
O esforço coletivo demonstrou que a participação das famílias na vida escolar pode assumir diferentes formas. Neste caso, traduziu-se em horas de trabalho, materiais, contactos e disponibilidade para ajudar.
Empresa local respondeu ao apelo da Associação de Pais
Um dos contributos mais significativos chegou através da empresa João Garcia & Ca., Lda. – Comércio de Tintas e Equipamentos de Pintura, que respondeu ao apelo lançado pela Associação de Pais.
A empresa disponibilizou uma variedade de tintas, incluindo produtos específicos para a recuperação dos muros da escola. O apoio permitiu acelerar os trabalhos e avançar com áreas que exigiam materiais adequados às superfícies exteriores.
A Associação de Pais destacou também o papel de Ricardo Miguel Silva Martins, colaborador da empresa, que deu a conhecer o projeto e ajudou a concretizar esta colaboração.
Entre os pais que participaram diretamente nos trabalhos esteve igualmente Tiago Mendes, acompanhado pela filha, numa imagem que resume o caráter familiar e intergeracional de toda a iniciativa.
Muito mais do que uma obra de pintura
A melhoria da imagem exterior da escola é a mudança mais visível, mas não é a única. O projeto permitiu também reforçar as ligações entre famílias, professores, alunos, voluntários e empresas da comunidade.
Ao trabalharem lado a lado, pessoas com diferentes disponibilidades e competências contribuíram para o mesmo objetivo: proporcionar às crianças um espaço mais bonito, mais digno e mais inspirador para aprender e crescer.
A intervenção representa, por isso, mais do que uma simples requalificação. É uma demonstração prática de cidadania ativa, participação comunitária e responsabilidade partilhada.
Um exemplo de participação cívica em Azurém
Numa altura em que se discute frequentemente o afastamento das famílias da vida escolar, a experiência da EB1 de Monte Largo apresenta uma realidade diferente.
Quando existe organização, compromisso e vontade de fazer a diferença, a comunidade consegue encontrar respostas e contribuir diretamente para a melhoria dos espaços públicos que utiliza.
O projeto mostra também que pequenas ações, quando realizadas de forma continuada, podem produzir transformações significativas. Cada muro limpo, cada banco pintado e cada jogo recuperado ajudou a construir uma escola mais acolhedora.
A recuperação da EB1 de Monte Largo tornou-se um símbolo do que pode ser alcançado quando uma comunidade se une em torno de um objetivo comum e coloca o bem-estar das crianças no centro das suas decisões.
Associação de Pais quer dar continuidade ao projeto
Apesar dos resultados já alcançados, o trabalho não termina com a conclusão desta fase. A Associação de Pais pretende continuar a acompanhar e cuidar dos espaços da escola.
A estrutura deixa, por isso, um apelo à comunidade para que continue a participar. O apoio pode assumir a forma de trabalho voluntário, doação de materiais ou colaboração em futuras ações.
Pais, familiares, empresas e restantes membros da comunidade podem contribuir através do voluntariado ou da oferta de materiais necessários para novas intervenções.
Na Escola Básica de Monte Largo, o lema escolhido para a iniciativa deixou de ser apenas uma frase. Tornou-se a descrição de um projeto construído por muitas mãos e de uma escola que ganhou uma nova vida graças à participação da comunidade.


